Oséias
4.6a
“Meu
povo foi destruído por falta de conhecimento. "Uma vez que vocês
rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito como meus sacerdotes; uma vez
que vocês ignoraram a lei do seu Deus, eu também ignorarei seus filhos.”
I
– CENÁRIO DO MUNDO
A
história caminha ora a passos pequenos, ora a passos largos. No
desenvolvimento
da causa gay parece que ela andou muito depressa. Joe Dallas autor do livro “A
operação do erro” revela que:
De
1950 a
1976 os homossexuais diziam apenas isto: “Deus também nos ama”.
De
1976 a
1979 eles deram um pulo muito alto “Deus não só nos ama, mas também concorda
que sejamos homossexuais.”
E
de 1980 até o presente eles ameaçam: “Qualquer pessoa que diga que não podemos
ser homossexuais e cristãos precisa ser silenciada.”
A
verdade é que como ação ou reação ao comportamento preconceituoso e excludente
da sociedade e das igrejas cristãs de modo geral, a causa gay se organizou e
ganhou força nas últimas décadas, pegando carona nos movimentos das minorias
organizadas que combatem o preconceito contra
as
mulheres, negros, e portadores de deficiências.
Alguns
dados históricos:
1948:
Alfred Charles Kinsey, biólogo e estatístico norte americano, publica o
polêmico livro “Comportamento Sexual do Macho Humano”, onde divulga que em cada
10 homens do mundo inteiro um é homossexual, propagando a idéia de que o
homossexualismo é muito mais comum do que se pensava. Ele calculou que 4% da
população americana era homossexual e declarou que nos EUA 37% da população
masculina havia cometido pelo
menos
um ato homossexual e 50% havia respondido em algum ponto de suas vidas a uma
motivação homossexual.
1968:
Troy Perry. Ex-pastor pentecostal, funda a primeira denominação evangélica gay,
com o pomposo nome de Universal Fellwship of Metropolitan Community Churches
(UFMMC). A essa altura, Perry, de 28 anos, divorciado da esposa, já havia sido
excluído da Igreja de Deus, carismática, por sua conduta homossexual. A
universal Fellowship é tida como a maior organização que congrega homens e
mulheres homossexuais,
com
cerca de 300 igrejas em pelo menos dez países, inclusive por último, no Brasil.
1969:
Nove detetives à paisana entram no bar Stonewall, no bairro
Greenwich
Village, em Nova York,
expulsam cerca de 200 fregueses que lá estavam e prendem o gerente, um porteiro
e três travestis. Ao se retirarem do bar com os detentos, encontram uma
multidão irritada, que começa a lhes atirar pedras e garrafas. Os policiais se
entrincheiram dentro do bar até a chegada de reforços. O tumulto envolve a
polícia e cerca de 400 manifestantes é só acaba 45 minutos depois. Os
distúrbios de Stonewall
dão
origem ao Gay Power (poder bay), e marcam o início do protesto público contra a
discriminação de homossexuais. A data de 28 de junho passa a ser “o dia do
orgulho gay”.
1973:
A diretoria da Associação Americana de Psiquiatria retira o
homossexualismo
da sua lista de disfunções, que até então era um desvio sexual. Bem antes era
considerado um distúrbio sociopático de personalidade (até 1968). A decisão é
tomada sob pressão muito forte da parte dos líderes dos movimentos favoráveis
ao homossexualismo e em ambiente de intimidação.
1976:
Forma-se nos Estados Unidos uma associação nacional de
ministérios
conservadores para ajudar aqueles que desejam vencer o homossexualismo. Recebe
o nome de Exodus, para lembrar a saída do povo de Israel do Egito.
1977:
A Igreja Episcopal de Nova York ordena a primeira pastora
abertamente
lésbica.
1989:
A pastora Sylvia Pennington publica uma crítica mordaz ao
movimento
de ex-homossexuais, com o título: Ex-gays? There are none! (Ex-gays? Não há
nenhum!) O livro contém histórias de homens e mulheres
que tentaram inutilmente mudar da
homossexualidade
para a heterossexualidade.
Esse é o primeiro ataque pesado a qualquer movimento
cristão de auxílio aos homossexuais. A partir daí o debate entre
os homossexuais cristãos e os ex-homossexuais
torna-se comum em programas de
televisão e na imprensa.
1990:
A médica norte-americana Judith Reisman, põe por terra todas as conclusões e os
métodos do biólogo Alfred Kinsey, com a publicação do livro “Kinsey, sexo e
fraude: a doutrinação de um povo”. Uma das descobertas de Reisman é que 25% dos
homens que Kinsey pesquisou eram prisioneiros, em especial criminosos sexuais.
Isto quer dizer que os dados do livro, publicado 42 anos antes, não foram
tomados de uma população que representava com exatidão os homens americanos.
O
livro de Reisman e estudos subseqüentes desautorizaram, ainda que tardiamente,
o mito de que 10% da população masculina dos EUA seriam homossexuais.
1993:
O pastor Mel White, escritor e produtor de filmes cristãos, revela no livro
Stranger at the gate (Estranho à porta) que é homossexual. A declaração choca
tanto a comunidade cristã como a secular, por se tratar de um líder evangélico
famoso, que até então cooperava com Billy Graham e Jerry Falwell. Mel White
passa a ser o representante mais visível e influente do Movimento Gay Cristão.
O
autor confessa que não conseguiu vencer suas tendências homossexuais e acabou
por se entregar a elas e encontrar um amante, a conselho de um psicólogo. “Aprendi
a aceitar e até a celebrar minha orientação sexual como um dos dons de Deus.”
Ainda
em 1993: Os produtores Teodoro Maniaci e Francine Rzenik filmam um documentário
de 90 minutos sobre o Exodus International (entidade de apoio ao homossexual
que desejam abandonar seu estilo de vida), sob o título One nation under God
(Uma nação sob Deus). O filme reproduz entrevistas com homossexuais que
tentaram inutilmente assumir o estilo
heterossexual
com o auxílio de ministérios como o do Exodus. O propósito do documentário é
provar, só com o peso dos testemunhos e da emoção, que nenhum homossexual
jamais poderá viver de outro modo.
1996:
Doze anos depois de abandonar a Metropolitan Community Church e o estilo gay,
Joe Dallas, aos 42 anos, publica A strong delusion (Um
grande engano – mais tarde traduzido para o português com o título A
operação do erro). Escrito
por alguém que foi abertamente homossexual e tentou harmonizar a fé cristã com
o homossexualismo, o livro de Joe Dallas é de valor inestimável, sobretudo
porque trata os homossexuais com respeito e as Escrituras Sagradas com mais
respeito ainda. Dallas conhece e cita uma quantidade de autores compremetidos
com o movimento cristão gay. O livro é dedicado à liderança de Exodus
Internacional com o seguinte recado: Fiquem firmes!
1998:
Já instalada na América Latina e em várias partes do mundo, o ministério Exodus
é organizado no Brasil. O presidente é o engenheiro agrônomo Affonso Henrique
Lima Zuin, professor da Universidade Federal de Viçosa e presbítero da Igreja
Presbiteriana da mesma cidade.
Ainda
em 1998: Realiza-se em Viçosa, MG, um Encontro
Cristão sobre Homossexualismo, promovido por Exodus Brasil. A Associação
Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Simpatizantes reage violentamente, denuncia
na mídia o Encontro como fraudulento e pede à Organização de Direitos Humanos e
à Ordem de Advogados do Brasil que impeçam a realização do Encontro. Solicita
também ao Conselho Federal de Psicologia
e Medicina que casse o registro de todos os psicólogos e
psiquiatras que participaram do evento.
Ainda em 1998: Os homossexuais brasileiros Luiz Fernando de 27
anos e Victor, de 26 são ordenados pastores na Comunidade Cristã Gay, em São Paulo. A
cerimônia é presidida por Neemias Marien, ex-pastor da Igreja Presbiteriana do
Brasil. (Fonte: www.moses.org.br)
E a história continua: debates sobre a naturalização ou
normalização da homossexualidade, pesquisas científicas, projetos de lei, e
leis garantidoras dos direitos civis de homossexuais, paradas gays, novelas,
filmes, divulgação na imprensa falada e escrita contra o preconceito,
crescimento do turismo gay, do poder político e social do lobby homossexual,
liberação dos casamentos civis e religiosos gays em vários países do mundo,
igrejas evangélicas gays, ordenação de pastores gay, influência da mídia, do mundo
artístico, enfim...
Recentemente a Revista VEJA, em 31.05.06, publicou uma matéria
sobre o crescimento nos EUA de literatura infantil com personagens
homossexuais.
No site TERRA, em 31.05.06, foi publicada também uma reportagem
sobre a criação de um partido político na Holanda por pedófilos, para
pressionar por uma diminuição na idade legal para se manter relações sexuais no
país de 16 anos para 12. Eles também sustentam a legalização da pornografia infantil
e do sexo com animais.
Em meio a isto tudo alguns cristãos continuam tentando ignorar a
controvérsia, outros atacam os homossexuais numa atitude de
condenação e ira, outros ainda parecem ter a intenção de fazer da “homossexualidade
cristã” um meio de vida legítimo, aprovado por Deus, e alguns (talvez a maioria)
sentem-se confusos e não sabem o que pensar.
Diante desse cenário, como nós temos nos posicionado?
II – CENÁRIO DAS IGREJAS
IGREJA CONDENATÓRIA: é aquela
totalmente repressiva, que não consegue separar o pecado do pecador. É cercada
de limites, inflexível e em nome de Deus julga, condena e exclui o membro que
for pego em pecado, taxando-o de indigno e corrupto.
Geralmente é povoada de hipócritas, escribas e fariseus que
colocam jugos pesados demais sobre as pessoas, os quais eles mesmos não podem carregar.
A disciplina nesta igreja não visa a restauração mas apenas a
punição e o sentimento de culpa.
O modelo de Deus é apenas o de um Juiz, severo, implacável, sem
misericórdia, sádico, sem amor.
A igreja limita Deus.
“Muitas de nossas igrejas, sem perceber, vêm se afastando dos ensinamentos
de Cristo e segundo o dos fariseus e escribas. Fechados em sua pretensa
santidade, distantes do povo e de suas necessidades, constroem seu reino santo
dentro de suas próprias paredes, onde cada pessoa que entra é examinada com
desconfiança, para ver se se encaixa em seus padrões. Sendo diferente, é
imediatamente rejeitada e ignorada.
Ao ver a conversão de um travesti com AIDS, que logo depois morre,
agradeço ao Senhor por levá-lo para o céu tão rapidamente. Na verdade, não
saberia como discípula-lo e qual igreja o aceitaria como membro.
Não poderia exigir primeiro a alteração em sua aparência. Ele
entraria no templo de sapatos de saltos altos, vestido, brincos, cabelos compridos
e maquiagem. Suas formas femininas, produzidas através de injeções de silicone,
seriam perceptíveis sob a roupa. Seus trejeitos e sua voz seriam efeminados.
Qual igreja o aceitaria, tratando-o como irmão, amando-o e dando tempo
ao Espírito Santo para transformá-lo integralmente? Onde está o amor de Deus em
nós?
Nossa compreensão quanto à missão da Igreja no mundo está
invertida.
Sacrifícios, ofertas, trabalhos de departamentos internos,
campanhas de evangelização... Enquanto ao lado da igreja há favelas, grupos de drogados,
zonas de prostituição, a igreja se preocupa consigo mesma.
Amar é mais que falar em amor. É praticá-lo. Diante de situações como
esta, somos confrontados por Deus e provados.”
(O Desafio Continua, Eleny Vassão)
IGREJA PERMISSIVA: é aquela
que entende a graça de Deus como libertinagem, pensa que os cristãos podem
fazer tudo, e usam da liberdade que Cristo conquistou na cruz, nos tornando
livres. Encontra base bíblica para uma vida ilícita, pensam que são livres, mas
na verdade ainda estão sobre o jugo do pecado de seus desejos e paixões. Não
percebem que andar com Deus é também uma vida de renúncia. (Mt. 10.38-39)
A posição desta igreja é uma posição de cumplicidade com o pecado
que não traz consigo a restauração.
Não crêem que a homossexualidade seja pecado ou passível de
restauração.
As Igrejas Comunitárias Metropolitanas, que congregam
especificamente os homossexuais, afirmam ser preciso haver um lugar onde tais
pessoas possam adorar a Deus sem serem discriminados como costumam sê-los nas Igrejas
tradicionais.
Defendem a posição de que se possa ser cristão e homossexual, não havendo
de mudar de orientação, mas deve-se evitar a promiscuidade e o sexo casual,
mantendo relações duradouras, tipo casamento, com um único parceiro.
O modelo de Deus apresentado é apenas o do Deus de amor.
A igreja deturpa Deus. “detêm a verdade pela injustiça...”
IGREJA INDIFERENTE: é aquela
que não atenta para o que ocorre no mundo, e nem mesmo na própria igreja, que
finge que está tudo bem, que não se envolve, é superficial, não se importa,
quando alguém fala em homossexualidade por exemplo: “Homossexualidade, nossa o
que é isso?
Este problema nós não temos na nossa igreja”, ou, então procura
soluções mágicas e simplistas para não ter que se aprofundar na dor do outro,
na dimensão do problema e na extensão das conseqüências, e esquece que seu silêncio
e sua indiferença a dor e ao sofrimento do próximo muitas vezes representa a
sua morte, pelo desespero.
Ademais caminhar com alguém que demora tempo a ser restaurado, demanda
muita paciência, amor e envolvimento, e hoje em dia as pessoas não tem tempo
para isso, as igrejas estão em busca de estatísticas e métodos simples e fáceis
de resolução de problemas.
A igreja indiferente gera confusão no meio do povo de Deus, pois
não busca conhecimento, não se aprofunda e começa a emitir conceitos, verdades
e jargões que acabam muito mais por prejudicar do que em ajudar.
O Modelo de Deus é distante, ausente, não confiável, impotente e
até negligente.
IGREJA COMO COMUNIDADE TERAPÊUTICA: É aquela que
também não é perfeita, mas reconhece o fato, e trata os indivíduos
em amor, porém sem permissibilidade, exageros, ou superficialidades.
Busca estabelecer relacionamentos significativos entre seus
membros, é um local seguro para confissões e aceitação das diferenças.
Não faz acepção de pecadores ou de pecados, e crê na conversão e restauração
de qualquer pecador que sinceramente se aproxime de Deus arrependido.
Entende a santificação como um processo pós-conversão que só
termina no céu, onde o ex-pecador está sujeito ainda a tentações e até a
quedas, muito embora não sejam desejáveis, nem permitidas, mas são perdoáveis.
Trabalha com uma visão qualitativa e não quantitativa, e visa o
evangelismo, o discipulado, a ajuda social, e a comunhão entre os
membros, com o desenvolvimentos dos dons, e a adoração contínua ao
Senhor.
Não se fecha em seu interior, mas vai ao encontro das almas
perdidas, seguindo o exemplo de Jesus: Mateus
9.35-38.
A visão é do amor incondicional e da misericórdia, mas também da
disciplina, quando necessária, que visa à restauração e não a
punição ou exclusão imperdoável.
Não é uma igreja fechada em uma comunhão exclusivista e
preconceituosa.
Ex. da laranja podre.
Precisa ser um local seguro para todos e não apenas para
determinados tipos de pecadores.
Não se foca no comportamento, e sim na pessoa como um todo, e
especialmente seu coração.
Não é imediatista, mas foca no discipulado, na restauração do
caráter, e não apenas de um ponto dentro de todo um conjunto.
Na igreja com homens e mulheres de Deus, alguém com um passado homossexual
poderá aprender a ter relacionamentos íntimos sem ser de natureza sexual. A
sair da área do segredo. A tocar e ser tocado saudavelmente.
Modelo de Deus: Íntimo, e pessoal que se importa conosco e jamais
esquecerá de suas promessas e do seu amor leal. Um Deus
equilibrado justo e amor.
o A igreja é formada por famílias e
reflete como são estas famílias.
o Não há nenhum aspecto da
existência humana que o Senhor não
possa transformar.
João 8.32 Apocalipse 5.9,10, e Ezequiel 37. 1-14
HÁ ESPERANÇA...
Precisamos nos levantar com voz profética, pois o silêncio da
igreja muitas vezes tem significado a “morte” de muitos. Quantas pessoas
envolvidas na homossexualidade travam lutas terríveis com a solidão, a depressão,
o desespero, o alcoolismo, até chegar muitas vezes ao suicídio.
Como a igreja pode auxiliar no processo de restauração?
Expressando amor. Podemos fazer novas marcas que façam diferença. Nas relações
o indivíduo aprendeu o comportamento homossexual, e é preciso que a restauração
se dê nas relações também.
o Ezequiel 34. 1-6
o “A quem enviarei, e quem há de ir
por nós?”
Fonte:
Ministério Luz na Noite
Adaptado
por Ministério PI – Projeto Identidade

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